Dizem que eu não sou poeta
Que eu era pra ser vendedor
e sou
um vendedor de sonhos
Um mercador de encantos
Sou Um domador
Dizem que eu não sei quem sou
Que eu nem sei pra onde vou
Que eu não sei de nada
Que eu não sigo a risca
A reta Que você traçou
E sigo a derramar palavras
Nos caminhos por onde vou
Enfeito a estrada de alegria
Buscando a magia
Onde ninguém achou
Vou no carro do destino
Procurando o verso que restou
Pra colorir seu desejo
Buscando o sentido
Da palavra amor
É que o trato do traço
Sou eu quem dou.
João Sereno e Manuca Almeida 267
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